A rapariga do chapéu vermelho

A RAPARIGA DO CHAPÉU VERMELHO
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terça-feira, 24 de maio de 2011

Conhecer alguém num só contexto específico não é conhecer. Ando num ginásio onde vou apenas à aula de pilates e no meio da turma sou mais próxima de três raparigas. A nossa relação bastante amistosa resume-se a duas de treta no final da aula enquanto arrumamos os sacos.Reparamos que temos bastante coisas em comum: amigos, gostos musicais, percursos semelhantes na escola,... que preenchem as nossas conversas superficiais e são suficientes para manter a aproximação cordial, simples, desprendida mas simpática. Há dias estava na treta com elas e um diz que um dia acordou e apeteceu-lhe pintar o cabelo de vermelho. Eu fiquei muito admirada! Não pelo facto de pintar o cabelo mas sim pela espontaneidade da acção, que julgava eu nada ter a ver com aquela que me parecia a mais "rígida" das quatro. Outra aproveitou a confissão e disse também ter feito um piercing no nariz (buraco nem vê-lo!). Novamente, o meu queixo caiu. Esta que é extremamente politicamente correcta, cheia de estereótipos, admitiu ter passado por uma fase mais hippie, que agora "nem sabe como foi possível! Que horror!".
Todos nós passamos por fases que mais tarde pensamos "como é que fui eu fazer aquilo?", mas sempre achei que essas atitudes deixavam marcas na nossa forma de ser e ver o mundo e que essas marcas seriam percpetíveis aqueles que tivessem contacto connosco. Por isto, esperava que o cabelo vermelho e o piercing não me surpreendessem assim tanto, mas a verdade é que o fizeram.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ajuda recusada

O que fazer quando queremos ajudar uma pessoa e essa pessoa não quer ser ajudada por nós? Corro o risco de parecer egocêntrica, mas sinto-me triste e de certa forma um pouco magoada por ela (a pessoa em questão) ter recusado a minha ajuda.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Olhá cusquice fresquinha...

E não é que as pessoas nos surpreendem quando menos esperamos? Estou eu sossegadinha da vida com os sentimentos em ordem e vem um e larga uma bomba, destruindo toda a paz que demorei a atingir. Gente maluca que um dia é uma paz de alma e noutro dia é a maior crítica à face da terra, que gosta de incomodar os outros (entenda-se: incomodar a mim) e que está sempre a criar problemas onde eles não existem e, principalmente esta gente maluca, que gosta/ têm prazer em contar coisas que sabem que nos magoam, por favor mantenham-se afastados, sim? Não é só a notícia-bomba que me magoa, muitas vezes também me magoa olhar para alguém que tinha em boa conta e perceber que não passa de uma vira-casacas que gosta de espalhar as "notícias" por quem tem ouvidos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pessoas invejosas que se "preocupam" connosco

Odeio quando recebo uma mensagem que começa com "Sabes, ouvi dizer que... bla bla bla. Mas só te estou a contar para o teu bem, porque me preocupo contigo... bla bla bla". Mas por que é que as pessoas gostam de diminuir com ataques pessoais as coisas novas em que nos metemos? Parece que ficam com inveja da nossa coisa nova e toca a destruí-la para nós não ficarmos tão entusiasmados e passarmos a dizer "agora, tenho esta coisa nova" com um ar de tédio e de como se transportássemos um fardo. É essa a ideia, é?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Defeito ultrapassado


Quanto àquela questão do defeito da minha amiga, falei com ela sobre essa particularidade na personalidade dela, que eu (e mais algumas - várias - pessoas) considerávamos um defeito. Ela não gostou muito (ninguém gosta que lhe apontem os defeitos), mas depois reconheceu e aceitou. Desde que conversei com ela, ela não voltou a falar por cima de ninguém, nem a elevar a voz só porque não concordava. Ou seja, tudo correu sobre rodas! A conversar toda a gente se entende! :)

domingo, 9 de agosto de 2009

Amizades inquietas

Ao longo da minha (ainda curta) existência, já tive várias desilusões com as minhas amizades. Eu gosto de me dar bem com toda a gente, mas tenho um grupo restrito de amigos, mesmo amigos, grupo este que já foi remodelado 4 vezes desde a primária. Podem até não parecer muitas remodelações, mas o que é feito da amizade para a vida? Actualmente, só tenho 5 amigos de verdade, incluindo o meu namorado. O resto são conhecidos.
Quando entrei para a universidade, ouvia os mais velhos a dizerem que as amizades da universidade duram para sempre, são verdadeiras. Para mim fazia sentido: as pessoas que frequentam a universidade já pertencem a uma faixa etária que está associada a alguma maturidade e clareza de pensamento. Actualmente, vou matricular-me no 5º ano da faculdade e estes 4 anos anteriores foram os anos em que mais desilusões apanhei. Parece que o meu curso reúne, apesar do nº reduzido de alunos, uma quantidade astronómica de pessoas mesquinhas, intriguistas e que adoram coscuvilhar sobre a vida pessoal dos outros... Onde está a esperada maturidade?

Sou eu que não sei escolher os amigos ou a nossa geração tem gente a mais com mau carácter?