A rapariga do chapéu vermelho

A RAPARIGA DO CHAPÉU VERMELHO
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

segunda-feira, 21 de junho de 2010

S. João

Vem aí o S. João. Na noitada de 23 para 24, é certo sabido que há sardinhada com a família toda. Toda a gente fala de que era altamente lançar um balão, mas ninguém se lembra de arranjar um por isso lançar lançar, só lançamos umas 2 vezes desde que me lembro. A certa altura, a malta nova da família junta-se (não somos assim tantos), a nós juntam-se alguns amigos e vamos até a avenida. Também é certinho que arranjamos uns martelos, comemos umas farturas (autênticas bombas, mas sabem especialmente bem naquela noite), subimos e descemos a avenida e depois aterramos numa festa qualquer ou voltamos para casa e terminamos o S. João com parvoíces que fazem pleno sentido naquela hora. Este ano não deve ser muito diferente. Gosto desta tradição!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Qualidades raras

Admiro a singularidade de cada pessoa, o pensamento livre, a opinião própria fundamentada. Estas qualidades são cada vez mais raras. Hoje em dia, assisto a uma dependência de pensamento doentia. Se alguém com estilo próprio gosta de umas sapatilhas, há logo um correrio para comprar umas sapatilhas iguais. Quem diz sapatilhas, diz tudo o resto passível de ser copiado. Felizmente, ter estilo não é para todos e classe ainda menos, saber estar e bom senso, esses são raridades!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Os tempos remotos do secundário


Todos nós vivemos o secundário de formas diferentes. Eu era uma rapariga normal com um grupo de amigos restrito à minha turma e mais alguns extra-turma. Não era a típica rapariga popular, mas não era uma desconhecida na minha escola. Mas em todas as escolas, há aqueles rapazes ou raparigas que são extremamente populares - muitas vezes por nenhuma razão em particular. São porque são. Todos os demais alunos os conhecem, admiram-nos, cobiçam-nos e apaixonam-se por eles aos pontapés. (Eu não fui excepção - durante o 10º ano andei perdida de amores por um dos rapazes do grupinho popular. Claro que não deu em nada, além de parvo tinha uma conversa bastante limitada e antes do final do ano todo o amor já tinha desaparecido.)
Mas este post não é dedicado aos amores falhados do secundário, nem às «stars» lá do liceu. Este post é dedicado ao «after». É incrível como a maior parte daquelas pessoas que no secundário tinham meio mundo aos seus pés, agora andam pelas ruas da amargura. Restaram-lhes meia dúzia de amigos, estagnaram na vida e os mais pobres coitades continuam a viver como se ainda estivessem nos seus tempos áureos do secundário mas sem ninguém para os admirar ou cobiçar. Enquanto o resto da malta, comum, que vivia na doçura amarga do anomimato durante o secundário, hoje tem uma carreira ou perspectivas de uma carreira, tem projectos de vida. Em suma, continuaram a viver e, no fim, são mais felizes e realizados que os outros que tinham tudo no secundário.

(Salvaguardo sempre as excepções).