A rapariga do chapéu vermelho

A RAPARIGA DO CHAPÉU VERMELHO
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sábado, 6 de novembro de 2010

Palavras

"E é assim a vidinha. Vai passando e a gente por aqui fica. Nem todos. Uns vão indo à frente. E olhe que até agora ninguém voltou por isso aquilo lá deve ser melhor que isto aqui. A menina ainda é novinha, tem muito para aqui viver. Goze, olhe goze bem. É só isso que levamos desta vida: o que ela é, o que ela foi. Eu já sou velha. Já gozei quase tudo e se tiver de ir também não vou fazer frente. [pausa introspectiva] Menina, vou indo. Se não nos virmos mais, que Deus lhe dê saúdinha, que isso é que interessa. [Adeus]"

Ouvi há pouco estas palavras, que, por algum motivo, ficaram gravadas textualmente na minha memória. A senhora, que não sabe ler, nem escrever, tem a sabedoria popular e quem disse que essa vale menos que as outras formas de saber?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Baterias: a carregar

Os últimos dias de férias. Há sempre mil coisas que ainda quero fazer e o tempo evapora-se. Os dias na praia já lá vão e 13 dias passam a correr. Entre as últimas festas, a organização do próximo ano e a preguiça aguda, vou ainda passar uns dias com uma amiga para a casa da avó dela numa aldeia em Bragança - recarregar as últimas baterias.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

01 de Setembro

01 de Setembro. Este dia, para mim, marca o fim do Verão, da loucura, das tardes de praia estatelada ao sol, dos mergulhos no mar, dos dias sem fim e das noites quentes demoradas e adocicadas. Este dia não é o último de férias, mas é o primeiro dia da realidade do próximo ano. Já é Setembro e invariavelmente Setembro já não me cheira a Verão, nem a férias. O período de negligência tem de acabar. Agora temas como tese de mestrado têm de voltar a pairar no ar e já não se admite sacudir a cabeça para afastar esses pensamentos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Inverno


Primeiro dia de Inverno. Nevou, choveu a cântaros, o vento soprou forte... Enfim, o Inverno chegou em grande! Passei o dia de trás para a frente no meio da intempérie, mas senti-me bem. Finalmente, a invernia que tenho vindo a desejar (tudo para ter um Natal branco) chegou. Adoro todo este frio para que depois o calor da lareira e o chocolate quente me saibam melhor!